Confesso-te meus mais puros, imagináveis, impraticáveis, inalcançáveis, insuperáveis segredos. Te falo coisas belas, te olho como se fosse algo inatingível, suspiro a todo instante apenas pelo prazer de te-la ao meu lado por mínimos segundos, te procuro no olhar em meio à multidão e quando te encontro meu corpo provoca reações que já não sei suportar.
Ao te ver no improviso dos dias que ainda não te conhecia fui de forma imediata tomado, sugado, atrelado, derrubado por algo maior que minhas próprias forças. Você me trouxe a vontade de querer o que a muito não sentia.
Sei hoje que sofro pelo silencio que tenho que suportar e quando tento dizer que te quero o faxineiro de sonhos vem e me cala com a poeira que me cega. (Quero me tornar imune dessa poeira que também te cega).
Sei que talvez nem me veja aqui do outro lado, sei também que no meio de uma multidão que te admira seria impossível ser notado.
Te conheci naquele museu, foi lá que te vi pela primeira vez, foi lá que presenciei o despertar de uma nebulosa dentro de mim, foi lá que te vi naquele quadro pintado com maestria por um poeta imortal.
Estou terminantemente resolvido que irei te levar pra casa não importa o quanto me custe, te levarei nos bolsos, na mochila, nas mãos... Não importa, não conseguirei mais te ver longe de mim.
Sei que me chamarão de louco por amar um quadro, sei que não aceitarão minha realidade de ir todos os dias para amar uma pintura, sei que talvez você não me reconheça e que não tenha notado minha dor por viver somente ao teu lado sem ao mínimo te tocar como eu quero, te beijar como desejo, te amar como preciso... sei também que não é fácil roubar uma obra de arte, mas vou te levar comigo e coloca-la na parede interna do meu ser ao lado direito do meu pobre e sonhador coração.
Os traços dos seus olhos me balançam, as linhas de tua boca mim desorientam, o ponto máximo dos teus pensamentos indecifráveis me fazem perecer na ânsia insensata de nunca desistir mesmo quando já não tenho mais forças para seguir.
Peço que se deixes ser levada, talvez por um estranho que já te conhece, imploro infinitamente com todas as suplicas que reconheça em mim aquele que tanto te buscou e nunca teve força para te dizer as milhares de verdades que digo agora.
Se soubesse que ao chorar te levaria ao meu lado pela eternidade, então meus olhos seriam rios a derramar saudades e alagar esperanças.
(Jefferson dos Santos)
17 de julho de 2008
2 comentários:
oie Tiooooo!!!!!!
^^
BjooOo
Ta massa o blog porrinha,
Maneiro gostei,
Um abraço!!!
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