Feliz o dia em que ele a encontrou, que belo dia, tanta quimera, tanta sobriedade.

Muitas alternativas poderiam levá-los por caminhos diversos, mas foi uma escolha, a única saída para um propósito eterno.

Um dia como esse...

Talvez eu tenha esperado mais do que devesse, já que minha obrigação com as coisas injustas da vida não interessam mais.

Uma noite e mais nada...

Se a ele dessem o direito a mais uma dose, talvez por uma dor qualquer, ele se perderia de vez em sua existência.

Quando um termo científico se familiariza com a subjetividade da incoerência humana e as raízes de uma jovem tradição que ainda floresce nos termos devidos da civilidade decidem se chocar, é nesse momento vulcânico que as cicatrizes se concretizam.

O apagador de memórias descarregou, terei de conviver com as lembranças, não que eu queira esquecer, mas sim compreender e tirar disso tudo toda essa vontade de por meus planos em ação.

Eu fico tão perto, querendo ficar ainda mais próximo, como uma colisão entre planetas, mas a sua orbita ao se juntar com minha fraqueza criam um campo magnético que ainda não consegui vencer.

Eu quero e quero com urgência, preciso e sofro sem isso, mas os dias continuam a apertar-me, oprimindo-me em meu lugar, mantendo-me numa distancia tão desnecessária que no dia que tudo isso explodir haverá estilhaços para todos os lados e uma cratera enorme se abrirá entre nós.

Lá se vai mais um dia!



(jefferson dos santos)

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