Meu raio de sol escurecido, estrela guia do rumo incerto, sorriso único da manhã seguinte, tristeza dormente que me apetece, recanto fiel das dores leves, aceita meu suspiro de insegurança e toma as rédeas dos passos que me levam por caminhos distantes e faça dos dias meu refúgio, das dores minha lição, da vida minha quimera, do amor o meu refrão.
Enquanto espero o viajante voltar (aquele viajante que vive longe, que vive a voar, que foi embora pelas veredas da inconstância, e que agora decide voltar) vou ficar aqui estagnado, parado no mesmo lugar.
Minha doce libélula de fim de tarde, tragada pelo dever de ir embora, não adiantaria minha suplica de evitar a despedida, mas a certeza da sua volta talvez seja meu maior preceito.
E porque te colocaram em meu caminho se nada obtenho dessa ausência, púrpura da essência universal, passaria tantas noites quantas me fossem possível ao seu lado, parado no relance dos novos tempos, vivendo minha alegria, minha tão louca alegria.
Meu silencio mortal me levará ainda que eu mereça a qualquer lugar onde o arrependimento das palavras que eu não disse possam me machucar ao lembrar que a tive tão próxima quanto aquele beijo que não pude roubar.
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(Jefferson dos santos)
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