Foi quando amanheceu chovendo, que eu senti sua falta, quando entardeceu no meu peito e escureceu na minha mente, que o adeus ressoou na minha fantasia, deixando para trás cada momento que não se repetirá e que só existirá em lembranças.

Eu te odeio como as mariposas odeiam a luz, e não te odeio, enfim.

Que dor poderia ser maior que a vida sem ela?

Enquanto eu recolho os papeis onde riscávamos planos, que o vento derramou pela vida, me preocupando com as tarefas esquecidas¸ ocupando o vazio com problemas banais e distribuindo LP’s pela casa, você percorre caminhos solitários repletos dessa solidão acompanhada que afeta a ambos.

Quando dói, penso na morte, que dor terrível seria morrer de amor, arder no fogo da saudade, e reviver logo após, para que o ciclo reinicie, para que o tormento sirva como ferramenta para não apagar nossas lembranças.

Você podia ter sido tudo que quisesse em minha vida, e resolveu ser apenas um texto triste, não havia limites e a disposição já era plena..., ...por que no fundo eu não sei o que fazer com as lembranças, que foi tudo que sobrou e não me ajudam a esquecê-la.




jefferson santos

Um comentário:

Áurea Empregos disse...

Que bom que não houve esquecimento, coisas boas como o amor, por mais que no fim seja triste deve ser lembrado pelos momentos alegres.