"Defino a poesia das palavras como Criação rítmica da Beleza. O seu único juiz é o Gosto." (Edgar Allan Poe)
No silencio destas paredes está o tormento que aflige minha mente o tempo todo, ecoa-se pelas ruas o som da minha saudade.
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Nesta espera angustiante, firme como um cão leal, eu aguardo o tempo chegar, passar e voltar mais uma vez.
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Que toquem a melhor musica na mais moderna vitrola, acompanhada da melhor bebida, com a mulher mais bela, mas sem o meu amor, nada me será suficiente.
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Eu acho que sei onde você vai estar, e por saber disso tudo eu decido me esquecer.
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Sempre há espera, sinto que sempre estarei esperando, preso a uma penitencia, uma penitencia esperançosa, que espera o tempo todo sem cansar, tanto espera que não me deixa dormir mais cedo, tão intensa que espera de si mesma uma nova razão para continuar a esperar.
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Justamente quando escrevo este parágrafo, tenho o melhor pensamento de todo esse tempo sobre nós dois.
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Verdade que eu te quero sempre mais e mais, e não consigo parar de te querer, como uma onda que cresce e que cresce, e nesse crescimento todo, não consigo ver até quando isso vai crescer.
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Voltando ao silencio, quem vai responder as minhas perguntas de amor e ódio?
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Quando se espera um texto todo para que algo ressurja e no final do texto nada acontece, os violinos chegam ao auge em sua performance e de repente desaparecem, como patos medrosos no meio de um tiroteio, pode ser que neste exato momento o amor tenha sido renomeado.
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