No silencio destas paredes está o tormento que aflige minha mente o tempo todo, ecoa-se pelas ruas o som da minha saudade. ... Nesta espera angustiante, firme como um cão leal, eu aguardo o tempo chegar, passar e voltar mais uma vez. ... Que toquem a melhor musica na mais moderna vitrola, acompanhada da melhor bebida, com a mulher mais bela, mas sem o meu amor, nada me será suficiente. ... Eu acho que sei onde você vai estar, e por saber disso tudo eu decido me esquecer. ... Sempre há espera, sinto que sempre estarei esperando, preso a uma penitencia, uma penitencia esperançosa, que espera o tempo todo sem cansar, tanto espera que não me deixa dormir mais cedo, tão intensa que espera de si mesma uma nova razão para continuar a esperar. ... Justamente quando escrevo este parágrafo, tenho o melhor pensamento de todo esse tempo sobre nós dois. ... Verdade que eu te quero sempre mais e mais, e não consigo parar de te querer, como uma onda que cresce e que cresce, e nesse crescimento todo, não consigo ver até quando isso vai crescer. ... Voltando ao silencio, quem vai responder as minhas perguntas de amor e ódio? ... Quando se espera um texto todo para que algo ressurja e no final do texto nada acontece, os violinos chegam ao auge em sua performance e de repente desaparecem, como patos medrosos no meio de um tiroteio, pode ser que neste exato momento o amor tenha sido renomeado. ...
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Você mostrou-me um mundo o qual eu não conhecia, vejo em seus olhos um vazio que outrora você deixará quando resolver partir. Um sonho demasiado impossível, é assim que defino toda essa existência que vaga sem uma resolução.


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Sua voz fez falta e eu não quero isso de novo, a saudade nunca me fez tão mal e a ausência minimiza minha alegria.


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Não posso demonstrar minha maior fraqueza, não que eu tema o mal, mas é que... sei lá, sabe... eu acredito que devo confessar essa paixão avassaladora... mas... tipo... sonho com você quando não a vejo... você praticamente está entre os cinco pensamentos mais pensados durante o dia... e... pow... a gente... você sabe,né?... enfim, não sou eu que devo decidir.


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Odinoque

Antecedendo a todas as conclusões eu me oponho ao grito... que sufoca minha garganta.

Eu não fui preparado para pensar como o mundo pensa, infelizmente tenho a infeliz certeza de que serei deixado para trás no momento em que for difícil seguir os passos apressados que marcham sem direção pelo caminho do tempo.

Esses passos lentos são os únicos passos que sei dar, um passo de cada vez e hoje sinto medo de perder-te, como uma onda embriagada que recai sobre minhas dúvidas tão antigas, tornando-as ainda mais ultrapassadas.

Reciclando pensamentos, obtive uma quantidade absurda de inutilidades, algo que não serve e que devo apagar, sonhos que eu sempre tive e que precisam de uma repaginada, fazer alterações em todo o lay out, tirar algumas incertezas do lugar, mudar os hábitos mais infantis e guardar para sempre as lições que não consigo executar.

E você meu amor? Quem foi que lhe disse que eu estaria aqui? Esse era meu lugar secreto desde minha infância sombria. Meu refugio secreto e você o descobriu, o tornou seu, fez sua companhia minha necessidade, você e esse lugar sombrio.

Se os planos foram encerrados quando eu fiz um convite óbvio, prometo evitar mais promessas e sair sem novos convites.

Uma noite sem o calor do seu corpo e o frio toma conta do mundo inteiro, dois corpos insatisfeitos que se deixam com um beijo repentino.

Eu vejo nuvens e um sol sem calor, vejo seus olhos e não consigo arrancá-los possessivamente, no horizonte uma escada até o céu está sendo construída, enquanto que entre a gente essa escada se sobressai, e nos leva a lugares incomuns.

Tudo isso por que estávamos condicionados a ter planos demais para uma cidade sem futuro.

Esse desejo que não devemos qualificá-lo, está corroendo minhas entranhas num misto de pavor e medo, medo de te perder, pavor de não mais lhe ver.




Jefferson dos Santos