“Vou dizer o que sinto sem querer dizer nada, acabar o barro e estancar as mágoas, ficarei logo ao lado numa casa pequena.”

Dizia um bilhete encontrado sobre a mesa.
Algo não lembrado havia sido feito, ou até mesmo algum mal entendido, mas o fato é que a condenação caia sobre si e aquele singular bilhete nem precisava de assinatura para reconhecer quem o escrevera. A verdade poderia ser encoberta e esquecida depois de certo tempo, mas eu preparei tanta coisa, me esforcei ao máximo para lhe agradar, me lembrei até por você, e ansioso fiquei pela espera e pelo desistir, ou talvez desistir e esperar.
Tive vontades nesses últimos tempos que me foram um surto de loucura e/ou cansaço.
Amanhã acordarei mais cedo e coloco na caixa do correio algo que me conforte:

“Mantive distancias das lembranças, estou imune aos mesmos horizontes e lúcido o bastante para me enlouquecer.”

Eu poderia ter citado o gnomo ruícamp...


Fomos...

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