
Quando você virá para preencher o vazio que sinto quando sonho?
Dessa vez eu talvez nem consiga esperar, possa ser que eu encontre qualquer coisa por aí e me sirva disso como passatempo, alimentando esse meu lado faminto já bastará para que eu espere em paz.
Eles prometeram que dessa vez iria ser mais vantajoso, mas não me disseram o quanto terei de esperar até que aconteçam as próximas horas.
Dessa vez, dessa vez, sempre dessa vez, nunca agora, nunca de imediato e não venha abrir aquele sorriso perguntando como estou, por que dessa vez estou de saco cheio de minhas respostas forçadas.
Estou pensando em deixar de escrever da forma como escrevo, sim, porque não se pode guardar-se pelo mínimo detalhe que aja, to cansado dessa minha opressão, desse meu silencio inescrupuloso, pois se quero, devo ir atrás com objetividade e ânsia (sede).
O outono vai chegar e minha meta ainda não foi alcançada, sim, eu também possuo metas e pretendo cumpri-las antes do meu tempo se encerrar.
Augustinianamente eu volto a pensar, como se a única maneira de pensar fosse por obrigação ou por sacrilégio, ao fato de que tudo não passa de uma diversão saudável, quando há meses atrás resolvi dar um passo a beira da minha realidade e cai numa queda gostosa e eterna, uma gargalhada presa de tão imensa, uma loucura passageira que se foi como qualquer ave sulina que retorna de onde se protege e aqui estou eu amparado por esta droga metafórica que continua a esmagar-me dias e noites afim.
Oh querida, oh querida Clementina...
O estéreo ligado numa música sem noção, uma cama vazia onde um corpo sonolento jazia, um abajur que com muito sacrifício pendurei no teto, uma andarela com luzes oscilantes, um pedestal, um homem no seu odinoque, platchando sua sede e sua decadência, se achando o único sofredor no manto terrestre, egoísta moderno, civilizado, não por escolha, mas por indicação, travestido de sombra e diabolicamente chateado com seu câncer na mão, assim simplesmente aceso, simplesmente mortal.
O desejo de te ligar mesclando-se com a vontade de ficar em casa, sair à noite preparado para uma seção horrorshow, e no entanto cansado e acabado.
Oh querida, oh querida Clementina...
Enfim o som pára e não sinto vontade de virar o disco, escolho continuar com o silencio, escolho não mais fazer escolhas insensatas, escolho manipular-me e deixar-me à deriva, sem âncoras, sem segredos, apenas guardado com as armas escondidas.
(Jefferson dos Santos)
Dessa vez eu talvez nem consiga esperar, possa ser que eu encontre qualquer coisa por aí e me sirva disso como passatempo, alimentando esse meu lado faminto já bastará para que eu espere em paz.
Eles prometeram que dessa vez iria ser mais vantajoso, mas não me disseram o quanto terei de esperar até que aconteçam as próximas horas.
Dessa vez, dessa vez, sempre dessa vez, nunca agora, nunca de imediato e não venha abrir aquele sorriso perguntando como estou, por que dessa vez estou de saco cheio de minhas respostas forçadas.
Estou pensando em deixar de escrever da forma como escrevo, sim, porque não se pode guardar-se pelo mínimo detalhe que aja, to cansado dessa minha opressão, desse meu silencio inescrupuloso, pois se quero, devo ir atrás com objetividade e ânsia (sede).
O outono vai chegar e minha meta ainda não foi alcançada, sim, eu também possuo metas e pretendo cumpri-las antes do meu tempo se encerrar.
Augustinianamente eu volto a pensar, como se a única maneira de pensar fosse por obrigação ou por sacrilégio, ao fato de que tudo não passa de uma diversão saudável, quando há meses atrás resolvi dar um passo a beira da minha realidade e cai numa queda gostosa e eterna, uma gargalhada presa de tão imensa, uma loucura passageira que se foi como qualquer ave sulina que retorna de onde se protege e aqui estou eu amparado por esta droga metafórica que continua a esmagar-me dias e noites afim.
Oh querida, oh querida Clementina...
O estéreo ligado numa música sem noção, uma cama vazia onde um corpo sonolento jazia, um abajur que com muito sacrifício pendurei no teto, uma andarela com luzes oscilantes, um pedestal, um homem no seu odinoque, platchando sua sede e sua decadência, se achando o único sofredor no manto terrestre, egoísta moderno, civilizado, não por escolha, mas por indicação, travestido de sombra e diabolicamente chateado com seu câncer na mão, assim simplesmente aceso, simplesmente mortal.
O desejo de te ligar mesclando-se com a vontade de ficar em casa, sair à noite preparado para uma seção horrorshow, e no entanto cansado e acabado.
Oh querida, oh querida Clementina...
Enfim o som pára e não sinto vontade de virar o disco, escolho continuar com o silencio, escolho não mais fazer escolhas insensatas, escolho manipular-me e deixar-me à deriva, sem âncoras, sem segredos, apenas guardado com as armas escondidas.
(Jefferson dos Santos)
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