Alguns quilômetros de coisas pra se fazer e nem sei por onde começar.
Faltava quase o já terminado tanto de fatos e ainda por cima estava cansado de esperar.
Encontravam-se alguns loucos sensatos em minha calçada e me impediram de limpa-la, fazer o que, eram meus amigos.
Meus sonhos só me visitam quando não posso lembrá-los.
O meu amor só consigo ver por intervalos mínimos de frações exatas de um tempo que passa voando.
Minha vontade de matar-me de saudade já não depende mais de mim, a saudade agora me dominou, tudo que eu faço depende dela agora.
Seu cabelo, antídoto para os meus dias cinzas, me trazem tantas lembranças dos momentos que já vivemos.
Hoje reajustei o horário dos meus dias, fiz este feito obsequiando o silencio da minha solidão.
Dias sem você e ainda tento continuar vivo por fé ou por vontade, não sei ao certo o que me guia.
A única imagem que guardo na mente me trás seus olhos, seu sorriso, seus traços conjugados por algum tempo verbal mais que perfeito, o som de sua voz que soa às vezes tão perto me fazendo senti-la ao meu lado e tudo que há em você e que não tento esquecer.
Afogar-me-ia eternamente em meio a teus beijos.
Inventarei medidas de tempo que supram minha necessidade inacabável de você.
Patentearei a descoberta de pílulas de tua presença e terei overdoses com elas.
Farei musicas de tuas palavras e cantarei por todo canto.
Serei teu guia pelo meu próprio mundo.
Delimitaremos em breve toda essa distancia que insiste em me deixar longe de você.
A cada dia meus sonhos se personificam trazendo um pouco de você pra mim.
Reafirmarei que te amo o tanto necessário para provar que não consigo passar um dia sem você.
(JEFFERSON DOS SANTOS)
"Defino a poesia das palavras como Criação rítmica da Beleza. O seu único juiz é o Gosto." (Edgar Allan Poe)
“Reflexos”
Me perdi por conjecturas tudo o que assim me trouxe esta angustia, versei no alto daquele morro todas as minhas aspirações, desisti de subir mais um pouco e rolei monte a baixo, ao chegar onde cheguei, descobri que meu destino será sempre, voltar aos braços do acaso, me entregar a falsa certeza de que morro pelo o que o morro me fez.
O sol que iluminava minha face sem cobrar por isso, hoje me nega a liberdade de expressão, me obriga a descer ruas descalço, a queimar meus pés em pleno inverno, a destilar minha sede em troca de sabores vis e desesperos infiéis.
Das muitas fotos que me vi preso só me restam aquelas em que não apareço, só me materializam aquelas que me esqueço, aquelas que me devoro no sorriso falso, na tristeza escondida, na revolta obstruída.
Desencanto nas calçadas que tropeço, deixando meu rastro para trás, pegadas que não existiram e nunca se personificarão.
Minha maior vontade foi abortada antes mesmo de reconhecê-la, minhas dores são ruivos sombrios que não exalam odor, sabor nem cor.
Já se fez muito pela vida, já se cantou demais pela varanda dos dias que me regaram, hoje fico rouco em pensar na harmonia do sorriso que neguei, fico exausto quando me vejo com um entusiasmo que não reconheço em mim, fico extasiado quando descubro que sou mais um no mundo a querer ser diferente e quando descubro que essa diferença se tornou uma arma suicida, me ponho a cantar velhas canções sem sentidos.
Por mais que estejam abertas as janelas dos sonhos, restará ainda a certeza da fechadura travado pela ferrugem que esquecemos de evitar, pela corrosão que afetou os trilhos da rua descalça e que agora se mantém inerte em meio ao léu dos sorrisos sublimes, da lucidez extraviada, das angustias maltratadas.
Nas nuvens cinzas que perseguem os dias de sol, não há nada além de simples temperos sutis que trazem sabor a realidade que nos atravessa todo dia o dia inteiro.
Hoje é apenas mais um dia, um dia qualquer em meio a tantas saudades, a tantas erupções, a tantas confusões, a tantas esperanças, a tantas paixões, a tantas ilusões...
Descarregavam-se milhares de desejos no porto mais próximo, mas ninguém se importava com as taxas alfandegárias que hipócritas insistiam em cobrar...
O sol que iluminava minha face sem cobrar por isso, hoje me nega a liberdade de expressão, me obriga a descer ruas descalço, a queimar meus pés em pleno inverno, a destilar minha sede em troca de sabores vis e desesperos infiéis.
Das muitas fotos que me vi preso só me restam aquelas em que não apareço, só me materializam aquelas que me esqueço, aquelas que me devoro no sorriso falso, na tristeza escondida, na revolta obstruída.
Desencanto nas calçadas que tropeço, deixando meu rastro para trás, pegadas que não existiram e nunca se personificarão.
Minha maior vontade foi abortada antes mesmo de reconhecê-la, minhas dores são ruivos sombrios que não exalam odor, sabor nem cor.
Já se fez muito pela vida, já se cantou demais pela varanda dos dias que me regaram, hoje fico rouco em pensar na harmonia do sorriso que neguei, fico exausto quando me vejo com um entusiasmo que não reconheço em mim, fico extasiado quando descubro que sou mais um no mundo a querer ser diferente e quando descubro que essa diferença se tornou uma arma suicida, me ponho a cantar velhas canções sem sentidos.
Por mais que estejam abertas as janelas dos sonhos, restará ainda a certeza da fechadura travado pela ferrugem que esquecemos de evitar, pela corrosão que afetou os trilhos da rua descalça e que agora se mantém inerte em meio ao léu dos sorrisos sublimes, da lucidez extraviada, das angustias maltratadas.
Nas nuvens cinzas que perseguem os dias de sol, não há nada além de simples temperos sutis que trazem sabor a realidade que nos atravessa todo dia o dia inteiro.
Hoje é apenas mais um dia, um dia qualquer em meio a tantas saudades, a tantas erupções, a tantas confusões, a tantas esperanças, a tantas paixões, a tantas ilusões...
Descarregavam-se milhares de desejos no porto mais próximo, mas ninguém se importava com as taxas alfandegárias que hipócritas insistiam em cobrar...
(JEFFERSON DOS SANTOS)
Só restará a lembrança do sorriso unico...
Na falta do sorriso que despertava minha alegria, só me resta à lembrança da inocência extrema, do passado apagado...
Você poderia crescer aqui do nosso lado, você seria feliz tanto aí como aqui, mas o destino quis ser apressado, nos deu apenas o tempo de sermos intensos e ao mesmo tempo breves.
Gritar, pra que?
Chorar, não é mais preciso...
Você conseguiu o que tanto pedia e isso me faz acreditar na importância da tua partida.
Ficarei com os olhos molhados no escuro, sentirei sua falta muito mais do que consigo demonstrar, você me trouxe uma semana diferente, uma semana de expectativas, uma semana de devoção...
Você vai crescer e talvez nem se lembrará de mim, não se lembrará da borboleta, nem mesmo do galo de barro que não durou 30 minutos, mas não se esquecerá do carinho que te ofertamos, um carinho que ainda esta guardado precisando explodir, um carinho infindo e agora reprimido aqui dentro.
Por que foi tão rápido, tínhamos tanto pra dar e muito mais ainda pra receber...
Fico feliz por serem as nossas lágrimas que se derramam e não as suas, não mais as suas...
(Jefferson dos Santos)
Você poderia crescer aqui do nosso lado, você seria feliz tanto aí como aqui, mas o destino quis ser apressado, nos deu apenas o tempo de sermos intensos e ao mesmo tempo breves.
Gritar, pra que?
Chorar, não é mais preciso...
Você conseguiu o que tanto pedia e isso me faz acreditar na importância da tua partida.
Ficarei com os olhos molhados no escuro, sentirei sua falta muito mais do que consigo demonstrar, você me trouxe uma semana diferente, uma semana de expectativas, uma semana de devoção...
Você vai crescer e talvez nem se lembrará de mim, não se lembrará da borboleta, nem mesmo do galo de barro que não durou 30 minutos, mas não se esquecerá do carinho que te ofertamos, um carinho que ainda esta guardado precisando explodir, um carinho infindo e agora reprimido aqui dentro.
Por que foi tão rápido, tínhamos tanto pra dar e muito mais ainda pra receber...
Fico feliz por serem as nossas lágrimas que se derramam e não as suas, não mais as suas...
(Jefferson dos Santos)
Na prisão dos meus dias!
Perdido no seu aquário
Afogado em tua intenção
Trocando ração por salário
Resistindo em vão
Talvez um dia eu faleça
Minhas nadadeiras cessem
Sua atenção eu mereça
E algo lhe interesse
Vou pular fora antes que alguém me devore
Tem peixes aqui muito maiores
Estão tramando meu fim
Querem tirar tudo de mim
Aqui fora parece mais tranqüilo
Pelo menos não vejo tristeza
Vejo pássaros esquisitos
Logo me farão de preza
Antes pretendo me transmutar
Aproveitar minha liberdade
Festejar sem teu altar
Esquecer das vaidades
Fui numa lagoa distante
Lá, já conhecem você.
Falaram coisas absurdas
Mas não disseram o porquê.
Só tenho alguns segundos
É o tempo de chegar ao ninho
Daqui vejo todo o mundo
Um dia vou ser passarinho
Agora serei prato cheio
Serei devorado em breve
Bicos me cortam ao meio
Feliz, que a morte me leve.
Perdido em tua gaiola
Fazendo planos de fuga
Estou a serrar as grades
Correndo da tua loucura
Talvez um dia eu cante
Livre e sem pavor
Fazendo rasantes
Esquecerei até da dor
Vou sair daqui o quanto antes
Me escravizo a cada instante
Porra de alpiste e sementes
Eu quero ser diferente
Aqui fora o vento é mais forte
Sinto o cheiro da liberdade
Vejo crianças ao norte
Com pedras e maldade
Querem me derrubar
Exibir como troféu
Meu corpo padecerá
Deixo de curtir o céu
Enquanto o chão aumenta
Relembro minhas alegrias
Fui feliz e aproveitei
Adeus vida vadia
Acordo num lugar diferente
Numa maca de hospital
Alguém fala na mente
Diz que meu estado é mau
Diz que foi de caça
Diz que foi maldade
Crianças invejosas
Por minha liberdade
O doutor me examina
Me injeta alguma ína
Me põe pra descansar
Diz que volto a voar
A enfermeira me nina
Me faz um carinho
E eu fico rezando
Por pedras no caminho
Não quero sair daqui
Aqui me sinto melhor
Lá fora só tem maldade
Só querem me fazer o pior
É pedra, é pau, é tiro,
Querem me enclausurar
Me roubam a liberdade
Aqui eu posso confiar.
(Jefferson dos Santos)
Afogado em tua intenção
Trocando ração por salário
Resistindo em vão
Talvez um dia eu faleça
Minhas nadadeiras cessem
Sua atenção eu mereça
E algo lhe interesse
Vou pular fora antes que alguém me devore
Tem peixes aqui muito maiores
Estão tramando meu fim
Querem tirar tudo de mim
Aqui fora parece mais tranqüilo
Pelo menos não vejo tristeza
Vejo pássaros esquisitos
Logo me farão de preza
Antes pretendo me transmutar
Aproveitar minha liberdade
Festejar sem teu altar
Esquecer das vaidades
Fui numa lagoa distante
Lá, já conhecem você.
Falaram coisas absurdas
Mas não disseram o porquê.
Só tenho alguns segundos
É o tempo de chegar ao ninho
Daqui vejo todo o mundo
Um dia vou ser passarinho
Agora serei prato cheio
Serei devorado em breve
Bicos me cortam ao meio
Feliz, que a morte me leve.
Perdido em tua gaiola
Fazendo planos de fuga
Estou a serrar as grades
Correndo da tua loucura
Talvez um dia eu cante
Livre e sem pavor
Fazendo rasantes
Esquecerei até da dor
Vou sair daqui o quanto antes
Me escravizo a cada instante
Porra de alpiste e sementes
Eu quero ser diferente
Aqui fora o vento é mais forte
Sinto o cheiro da liberdade
Vejo crianças ao norte
Com pedras e maldade
Querem me derrubar
Exibir como troféu
Meu corpo padecerá
Deixo de curtir o céu
Enquanto o chão aumenta
Relembro minhas alegrias
Fui feliz e aproveitei
Adeus vida vadia
Acordo num lugar diferente
Numa maca de hospital
Alguém fala na mente
Diz que meu estado é mau
Diz que foi de caça
Diz que foi maldade
Crianças invejosas
Por minha liberdade
O doutor me examina
Me injeta alguma ína
Me põe pra descansar
Diz que volto a voar
A enfermeira me nina
Me faz um carinho
E eu fico rezando
Por pedras no caminho
Não quero sair daqui
Aqui me sinto melhor
Lá fora só tem maldade
Só querem me fazer o pior
É pedra, é pau, é tiro,
Querem me enclausurar
Me roubam a liberdade
Aqui eu posso confiar.
(Jefferson dos Santos)
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