Talvez eu espere pela bala ausente do gatilho inconseqüente.
Ou até mesmo me encontre sem saída na rua das ilusões perdidas.
Com a boca entreaberta de vento, digerindo todos os meus momentos.
Ou até mesmo sentado e com frio, gritando meu silencio num canto vazio.
Vou estar por hoje na loucura, largado, esquecido, perdido numa praia escura.
Por hoje não preciso nem da lua, não quero mais ouvir meus gritos pela rua.
Vou jogar-me de olhos fechados, na sombra noturna dos angustiados.
E condenado estarei a me esquecer, para só assim poder me entender.


(jefferson dos santos)

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