Esse desejo antropófago sendo mesclado com poucas teorias e muito pouca prática, não trará você aqui agora, sem uma força magnética não consigo atrair, pois só possuo um pólo descartado e uma loucura já conhecida.
Pelo amor de seja lá o que for, ao menos peço que caia do céu uma chance de viver e uma ternura durável, uma casca frágil e um carinho inquebrantável.
Quando eu ressuscitar no meio da noite com a lembrança voraz e ainda bêbado com as doses nas quais eu me afoguei, que seja breve meu penar, que não dure a insônia, para que não perdure essa vontade que eu nem sei se você deseja que eu continue sentindo.
Psicologicamente não possuo um perfil ideal, um débil que gosta de afeição, ao menos não há um quadro de psicose relatado em meu prontuário e que fique bem claro que sei o que faço e muito mais ainda o que digo e tão pouco o que uso.
Você saiu enquanto eu ficava com uma garrafa vazia de um whisky que nunca deveria ter acabado, da mesma forma que tudo deveria ser eterno, até os baseados se basearam em sua ausência e acabaram, minha alegria momentânea se tornou ainda mais passageira com um sorriso de tempos em tempos toda vez que lembro do que disse e do que pensamos, e quando falei de um velho alienígena espero não ter falado demais.
Pois é, devo voltar pro mesmo lugar de sempre toda vez que tudo acaba?
Objetos inanimados, músicas que preenchiam o ambiente, um colírio em suas ultimas doses, um chute no cinzeiro e cinzas para todos os lados, um desejo de satisfazer, uma presença avassaladora, uma noite que termina sempre ás 05:00hs da manhã com um galo rouco que cantava desafinado, os diversos diálogos, a certeza de ter vivido um momento único, por mais que um momento possa durar tempo necessário para fazer esse estrago em minhas noites que continuam curtas e muito pouco sonolentas, um único desejo de deixar claro que não foi em vão tudo que fiz e uma busca pela noite atrás de segurança, enfim, tudo que existe ao meu redor ou nas lembranças que venho guardando me fazem escrever esse texto ridículo e sincero demais para postar em um blog.
(Jefferson dos santos)
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