Decerto que meus dias são confusos, a saudade uma incógnita e a lucidez distante, mas não me atento ao ruivo do vento no telhado da minha casa e nem as goteiras na varanda, não consigo me levantar para concertá-las, nem sei onde guardei aquele back que já apaguei, do ultimo trago que não soltei, ainda resta muita fumaça a encher minha mente, minha cabeça ta cheia de novas lições, novas maneiras, só que as atitudes são as mesmas, não busco conseguir o que deveria ser meu, se é para ser que seja então.

Peço desculpas todos os dias, cometo erros todos os dias, se cada erro fosse realmente perdoado, talvez eu os cometesse mais uma vez.

A onda esta batendo forte agora, esta me levando para longe do que existe, cansado de tudo e de todos prosseguirei num outro caminho, talvez mais confuso que o ultimo, mas em matéria de confusão, estou cheio das mesmas coisas.

Já nem sei o que era antes disso tudo, não me lembro com exatidão do passado, talvez nada disso tenha valido a pena, ou quem sabe todos estavam certos, no entanto não vejo frutos nas árvores que plantei, não vejo galhos firmes na árvore que aquela decisão devastou.

Vou-me embora para onde?

Há um arsenal de caminhos munidos de esperanças e expectativas, há muitas chances e pouco entusiasmo para escolher entre tantas.

Chegaram as encomendas pro nosso antigo endereço, despachei as minhas e guardei as suas.




(Jefferson dos Santos)

Nenhum comentário: