Eram cinco tolos a vagar pelo caminho dos velhos errados e desses cinco selvagens brotou a despedida e junto com ela a confusão entre suas mentes.
Foi-se um tempo de fartura, foi-se a sede por loucura, foi-se na alma o desejo de nunca se separar e nunca parar.
À vontade já não mais os embriagava e o desejo carnal já não mais os saciava, até que suas mentes optaram por segregar a sede humana e assim se fez “zenir” uma bebida tão diabólica quanto cristã, insana, pura, vil, independente de servos e com um teor de radioatividade superior ao que um ser vivo pode suportar. Beber um simples gole daquela divina loucura seria o fim, mas a sede pelo irreal, a vontade de sair desse mundo e viajar por outros era maior, foi então que começaram a beber, um por um foi se embriagando, o mundo girava tão rápido que a euforia era esquecida, risos já não mais existiam, eram extremas gargalhadas de êxtase total que se ouvia, foi preciso segurar-se em si mesmo para não se perder do resto do mundo, as orações começaram e ninguém sabia o que fazer perante a suprema loucura que os afligia.
Mas algum deus se achou no direito de suprimi-los da vontade de se fazer deus, mesmo que fosse por alguns instante e cruelmente lhes enviou a morte.
É difícil dizer quem morreu primeiro, a quem diga que morreram ao mesmo tempo, mas uma coisa é certa, existiam sorrisos sinceros em suas faces.
(Jefferson dos Santos)
Um comentário:
Jefferson, eu nunca li nada parecido... é simplesmente P.E.R.F.E.C.T.!!!
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