Culpo pelos sonhos confusos durante a noite, pela insônia da madrugada que determina quando devo dormir e pela inspiração para este texto não menos impreciso do que minha objetividade ao dizer que sonho com você, culpo por ter me deixado esperançoso, ansioso e desnorteado, esse seu sorriso. É dele toda a culpa, seu sorriso hipnótico, perene, indecifrável, me deixou abobalhado, meio enamorado, certamente ainda mais louco, o suficiente para escrever um texto apaixonado.
São intensas as minhas palavras e paciente o meu coração, a pressa que em meu texto explano não se assemelha a cautela que minha alma assegura, todavia serei capaz de esperar décadas pelo que possa valer mais que tudo ao meu redor.
Enquanto o vento sopra uma brisa nostálgica que já deve ter passado por aqui em algum verão passado, vejo que as mesmas ruas têm um novo brilho agora, cada lugar onde já passei aparenta ser mais bonito agora, talvez seja o reflexo de um novo brilho em meus olhos que ascende minha alegria a um novo paradigma.
E os versos que fiz já não valerão mais do que os que serão feitos.
(jefferson dos santos)